A GRANDE RESPOSTA DA POPULAÇÃO PARA COMBATER A CORRUPÇÃO É O VOTO, DIZ PROCURADOR-GERAL

Por: Adriana Assunção/VG Notícias

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, em visita à Várzea Grande nesta terça-feira (18.09) foi questionado como avalia a presença de candidatos que respondem por corrupção estarem livremente disputando as eleições de 2018.

Um dos exemplos é o deputado Mauro Savi (DEM), que apesar de denunciado na segunda fase da “Operação Bereré”, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), deixou a prisão e agora disputa à reeleição.

Sem citar nenhum nome, Curvo pontuou que o Ministério Público Estadual (MPE) vem desempenhando seu papel no combate a corrupção, mas pontuou que agora cabe ao eleitor fazer as escolhas. Curvo ressaltou que agora é o momento da sociedade dar resposta.

“A grande resposta da população para combater a corrupção é o voto. A população na hora de votar tem uma arma muito poderosa na mão e tem que fazer bom uso desse direito, bom uso desse dever da cidadania que é o voto, procurando escolher os melhores representantes.

Para a gente conseguir uma saúde de melhor qualidade, uma educação de melhor qualidade a gente precisa de gestões comprometidas com interesse da sociedade e não em desviar dinheiro”, alertou.

O procurador-geral de Justiça destacou que o MPE foi o pioneiro em responsabilizar gestores por ato de corrupção: “Aqui em Mato Grosso nós fomos pioneiros na responsabilização de ex-gestores estaduais, antes mesmo da prisão do ex-governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, a gente já tinha conseguido aqui em Mato Grosso, a prisão do ex-governador Silval Barbosa, a prisão de vários secretários”, pontuou.

Segundo ele, a partir da delação de Silval, o Estado conseguiu recuperar para os cofres públicos R$1,4 bilhão. “O governador Silval diante das provas que a gente tinha conseguido contra ele, acabou fazendo uma colaboração premiada no Supremo Tribunal Federal e a partir daí, só combatendo os incentivos fiscais fraudulentos, trouxemos R$ 1,4 bilhão para os cofres públicos nesses últimos dois anos”, afirmou.