EMANUEL PINHEIRO, BOTELHO E MAIS 4 NA AL VIRAM RÉUS POR FRAUDE EM NOTAS

 

 

Vinícius Lemos

O juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, acolheu denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, os deputados estaduais Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, Zeca Viana (PDT), Wancley de Carvalho (PV) e o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP).
Eles se tornaram réus em uma ação referente à “Operação Déjá vu” que apura esquema no qual eram feitas notas fiscais falsas para simular compra de itens como materiais de papelaria e insumos de informática. A maioria das empresas que forneciam os objetos eram de fachada, conforme apuração do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Lana Motta

Prefeito Emanuel Pinheiro e presidente da AL, Eduardo Botelho, são réus em ação da Déjá vu que apura notas falsas
As fraudes teriam ocorrido de 2012 a 2015, período em que todos os réus eram deputados estaduais. Segundo o Gaeco, teriam sido desviados mais de meio milhão de reais por meio do esquema de notas frias, que teriam sido utilizadas para comprovar despesas indevidamente ressarcidas com verbas indenizatórias parlamentares.
Com base na investigação do Gaeco, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia à Justiça. O procedimento foi encaminhado à Sétima Vara, em 13 de setembro, que acolheu pedido do MPE e transformou a denúncia em processo criminal.
Desta forma, o prefeito de Cuiabá, o presidente do Legislativo e os demais parlamentares passarão a responder criminalmente pelas supostas fraudes em notas fiscais.
Em 2 de agosto, o Gaeco chegou a cumprir mandados de busca e apreensão nas dependências da Assembleia, para auxiliar nas apurações sobre as fraudes. Na época, os promotores de Justiça esclareceram que a medida judicial foi necessária em razão de gestores da Asembleia terem se recusado a entregar os documentos, sob a alegação de que não havia sido encontrado nada sobre o assunto na Casa de Leis.
O Gaeco teve acesso a 90 supostas notas frias, que tiveram como destinatários os deputados que foram alvos da Déjá Vu.